terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Vale mais que um trocado


Ambulantes, pedintes e moradores de rua não esperam só por dinheiro dos motoristas parados no sinal vermelho. Sem pagar pra ver, eu vi CAMINHO LIVRE A cada livro oferecido em vez de esmola, um leitor descoberto.

"Dinheiro eu não tenho, mas estou aqui com uma caixa cheia de livros. Quer um?" Repeti essa oferta a pedintes, artistas circenses e vendedores ambulantes, pessoas de todas as idades que fazem dos congestionamentos da cidade de São Paulo o cenário de seu ganha-pão. A ideia surgiu de uma combinação com os colegas de NOVA ESCOLA: em vez de dinheiro, eu ofereceria um livro a quem me abordasse - e conferiria as reações.

Para começar, acomodei 45 obras variadas - do clássico Auto da Barca do Inferno, escrito por Gil Vicente, ao infantil divertidíssimo Divina Albertina, da contemporânea Christine Davenier - em uma caixa de papelão no banco do carona de meu Palio preto. Tudo pronto, hora de rodar. Em 13 oferecimentos, nenhuma recusa. E houve gente que pediu mais.

Nas ruas, tem de tudo. Diferentemente do que se pode pensar, a maioria dessas pessoas tem, sim, alguma formação escolar. Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, realizada só com moradores de rua e divulgada em 2008, revelou que apenas 15% nunca estudaram. Como 74% afirmam ter sido alfabetizados, não é exagero dizer que as vias públicas são um terreno fértil para a leitura. Notei até certa familiaridade com o tema. No primeiro dia, num cruzamento do Itaim, um bairro nobre, encontrei Vitor*, 20 anos, vendedor de balas. Assim que comecei a falar, ele projetou a cabeça para dentro do veículo e examinou o acervo:

- Tem aí algum do Sidney Sheldon? Era o que eu mais curtia quando estava na cadeia. Foi lá que aprendi a ler.

Na ausência do célebre novelista americano, o critério de seleção se tornou mais simples. Vitor pegou o exemplar mais grosso da caixa e aproveitou para escolher outro - "Esse do castelo, que deve ser de mistério" - para presentear a mulher que o esperava na calçada.

Aos poucos, fui percebendo que o público mais crítico era formado por jovens, como Micaela*, 15 anos. Ela é parte do contingente de 2 mil ambulantes que batem ponto nos semáforos da cidade, de acordo com números da prefeitura de São Paulo. Num domingo, enfrentava com paçocas a 1 real uma concorrência que apinhava todos os cruzamentos da avenida Tiradentes, no centro. Fiz a pergunta de sempre. E ela respondeu:

- Hum, depende do livro. Tem algum de literatura?, provocou, antes de se decidir por Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

As crianças faziam festa (um dado vergonhoso: segundo a Prefeitura, ainda existem 1,8 mil delas nas ruas de São Paulo). Por estarem sempre acompanhadas, minha coleção diminuía a cada um desses encontros do acaso. Érico*, 9 anos, chegou com ar desconfiado pelo lado do passageiro:

- Sabe ler?, perguntei.

- Não...., disse ele, enquanto olhava a caixa. Mas, já prevendo o que poderia ganhar, reformulou a resposta:

- Sim. Sei, sim.

- Em que ano você está?

- Na 4ª B. Tio, você pode dar um para mim e outros para meus amigos?, indagou, apontando para um menino e uma menina, que já se aproximavam.

Mas o problema, como canta Paulinho da Viola, é que o sinal ia abrir. O motorista do carro da frente, indiferente à corrida desenfreada do trio, arrancou pela avenida Brasil, levando embora a mercadoria pendurada no retrovisor.

Se no momento das entregas que eu realizava se misturavam humor, drama, aventura e certo suspense, observar a reação das pessoas depois de presenteadas era como reler um livro que fica mais saboroso a cada leitura. Esquina após esquina, o enredo se repetia: enquanto eu esperava o sinal abrir, adultos e crianças, sentados no meio-fio, folheavam páginas. Pareciam se esquecer dos produtos, dos malabares, do dinheiro...

- Ganhar um livro é sempre bem-vindo. A literatura é maravilhosa, explicou, com sensibilidade, um vendedor de raquetes que dão choques em insetos.

Quase chegando ao fim da jornada literária, conheci Maria*. Carregava a pequena Vitória*, 1 ano recém-completado, e cobiçava alguns trocados num canteiro da Zona Norte da cidade. Ganhou um livro infantil e agradeceu. Avancei dois quarteirões e fiz o retorno. Então, a vi novamente. Ela lia para a menininha no colo. Espremi os olhos para tentar ver seu semblante pelo retrovisor. Acho que sorria.

Bibliotecários se tornam especialistas em multimídia digital





Foi o momento surpreendente pelo qual Stephanie Rosalia estava esperando. Um grupo da quinta série se amontoou em torno dos computadores da biblioteca da escola, sob supervisão de Rosalia, e acessou o allaboutexplorers.com, um website que, sem as crianças saberem, foi intencionalmente recheado de fatos falsos.
Rosalia, bibliotecária da Escola Pública 225, uma instituição de ensino fundamental e médio da seção de Brighton Beach no Brooklyn, Nova York, pediu cautela. "Não respondam às perguntas com a primeira informação que encontrarem," ela alertou.
A maioria dos alunos a ignorou, como ela já previa. Mas Nozimakon Omonullaeva, 11, notou algo estranho na página sobre Cristóvão Colombo.
"Aqui diz que os índios gostaram dos celulares e computadores trazidos por Colombo!" Nozimakon exclamou, apontando para a tela. "Isso está errado."
Foi uma descoberta essencial em uma aula sobre a confiabilidade - ou a falta de - das informações na internet, uma das muitas que Rosalia leciona em seu papel como um novo tipo de bibliotecário escolar.
Rosalia, 54, faz parte de um grupo em expansão de especialistas em multimídia do século XXI, que ajuda a guiar alunos pelo oceano digital de informação que confrontam diariamente. Esses novos bibliotecários acreditam que a alfabetização inclui os livros, mas também vai além deles.
"Os dias em que apenas devolvia os livros às estantes acabaram," disse Rosalia, que chegou à Escola Pública 225 há quase seis anos, após se formar como primeira da classe na Escola de Pós-Graduação de Biblioteconomia e Estudos de Informação da Faculdade Queens. "Essa é a era da informação e a tecnologia trouxe uma geração de práticas inteiramente nova."
Alguns desses novos bibliotecários ensinam as crianças a criar apresentações em PowerPoint ou vídeos online. Outros fazem com que os alunos usem sites de redes sociais para debater assuntos de História ou comentar sobre as redações dos colegas. Contudo, embora cada vez mais os bibliotecários escolares ensinem aos alunos habilidades importantíssimas, necessárias não apenas na escola, como também no trabalho e no dia-a-dia, eles são as primeiras vítimas dos enxugamentos orçamentários das escolas.
Mesa, o maior distrito escolar do Arizona, começou no ano passado a despedir bibliotecários da maioria de suas escolas. Em Spokane, Washington, o distrito escolar diminuiu em 2007 as horas dos bibliotecários, gerando um protesto de pais da região. Mais de 90% das escolas públicas americanas têm bibliotecas, segundo estatísticas federais, mas menos de dois terços possuem bibliotecários certificados trabalhando em período integral.
Lisa Layera Brunkan, mãe de três em Spokane, disse que reconheceu a importância da bibliotecária escolar quando sua filha, com sete anos na época, lhe mostrou um projeto em PowerPoint. "Ela disse, 'a bibliotecária me ensinou'," lembrou Brunkan. "Fiquei impressionada."
Os bibliotecários escolares ainda combatem a impressão de que exercem um papel tangencial.
As aulas de Rosalia são freqüentemente canceladas na última hora, quando os professores regulares tentam encaixar aulas preparatórias para testes mais convencionais. Metade da classe da quinta série saiu no meio de uma recente sessão sobre avaliação de websites porque as crianças iam se apresentar em um show de talentos.
"Você prepara as coisas para que sigam uma seqüência lógica e acontece algo que estraga tudo," Rosalia disse. "Estamos ensinando os alunos a pensar. Mas às vezes a Diretoria Escolar parece querer que eles aprendam a marcar alternativas."
Na cidade de Nova York, Rosalia é uma relativa raridade. Apenas cerca de um terço das escolas públicas da cidade possui bibliotecários certificados, e não é obrigatório que escolas de ensino fundamental tenham tais profissionais.
Rosalia gerenciou salões de beleza com seu marido e foi voluntária nas bibliotecas de seus filhos antes de fazer a pós-graduação. Ela foi contratada para a Escola Pública 225 pelo diretor Joseph Montebello, irmão de uma bibliotecária do ensino médio no Brooklyn.
Na escola, a apenas uma quadra de uma parte tumultuada da Brighton Beach Avenue, com barracas de frutas amontoadas e padarias russas, Rosalia enfrenta alguns desafios especiais. Mais de 40% dos alunos são imigrantes recentes. Barreiras de língua forçam Rosalia a ajustar sua coleção de livros para leitores que, embora estejam na sétima série, ainda lêem em nível de segunda série.
Antes de Rosalia chegar, a biblioteca era gerenciada por um professor sem treinamento em biblioteconomia. Alguns livros da coleção ainda descreviam a Alemanha como duas nações e outros se referiam à União Soviética como se a mesma ainda existisse.
Rosalia eliminou centenas de títulos. Trabalhando com apenas US$ 6,25 para cada estudante por ano - em comparação ao valor médio nos EUA de US$ 12,06 - ela trouxe volumes sobre hip-hop e mágica, e títulos populares como Oh Yuck! The Encyclopedia of Everything Nasty ("Que Nojo! A Enciclopédia de Tudo que é Nojento", em tradução livre). Com a ajuda de doações do conselho da cidade e de corporações, ela conseguiu um quadro branco interativo e 29 laptops.
Rosalia se apresentou a seus novos colegas como "professora de alfabetização de informação" e convidou os professores para colaborar com as aulas. As primeiras sessões focavam em como encontrar livros e bancos de dados, e em habilidades básicas de pesquisa.
Logo Rosalia passou a ensinar os alunos a fazer perguntas mais sofisticadas durante os projetos de pesquisa, a decodificar os endereços de internet e a avaliar os autores e o viés dos conteúdos dos sites.
Até mesmo os professores acreditam aprender com Rosalia.
"Eu sabia que nem tudo na internet é verdadeiro," disse Joanna Messina, que começou a levar suas turmas de quinta série à biblioteca este ano. "Mas não diria que avalio o site inteiro ou procuro seus autores."
Combinando a nova e a antiga alfabetização, Rosalia convida os alunos a escrever resenhas de livros que ela coloca no catálogo online da biblioteca. Ela ajudou um professor de matemática a criar um blog. Ela pede para que os alunos usem os bancos de dados eletrônicos com links na página da biblioteca.
Mas nem todos os esforços de Rosalia envolvem tecnologia.
Ao final de cada semana, Rosalia abre a biblioteca para que as turmas venham unicamente com o intuito de olhar os livros.
Na semana passada, ela usou uma camiseta com a frase "não me faça usar minha voz de bibliotecária." Indo de criança em criança, ela rapidamente pegava os volumes das estantes enquanto os alunos da terceira série lhe pediam livros sobre tubarões e assuntos de terror. No final do período, mais de 30 estudantes estavam na fila de empréstimos.
Mesmo assim, Rosalia entende o fascínio pela internet. No último outono americano, ela falou a uma dúzia de alunos da sétima e oitava séries que haviam recentemente imigrado da Rússia, Geórgia, China e Iêmen, e teve dificuldade para se comunicar. "Temos jornais em todas as suas línguas," disse. E se virou para o quadro branco digital.
Quando clicou na página do Izvestia, jornal de Moscou, os russos do grupo se animaram.
"Alguém gosta de livros?" Rosalia perguntou. Vários estudantes olharam para ela inexpressivamente. Os russos, que falavam um pouco de inglês, balançaram a cabeça.
Então Rosalia entrou no site da revista Teen People, e Katsiaryna Dziatlouskaya, 13, imediatamente reconheceu a foto de Cameron Diaz. Rosalia percebeu que havia criado um vínculo.
"Vocês podem ver revistas, jornais, imagens, programas de computadores, websites," Rosalia disse. "Vocês podem ler o que quiserem, mas precisam ler mesmo. Combinado?"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Ponto de Leitura - Parque do Piqueri


O Parque do Piqueri já contava com o Bosque da Leitura, onde os frequentadores tinham acesso à literatura e a periódicos aos finais de semana. Agora, o espaço passou a se chamar Ponto de Leitura, que além de funcionar de segunda a domingo, possui uma mini-biblioteca com um acervo de aproximadamente dois mil livros, que permite ainda ao visitante fazer empréstimos das obras.

Com este novo espaço, a cidade de São Paulo conta agora com 11 mini-bibliotecas em regiões importantes do município, como o Centro, Cidade Tiradentes, Perus, São Miguel Paulista, Parelheiros, Capela do Socorro, M´Boi Mirim e Tatuapé.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

strong>Internet tem que ajudar a formar leitores´

Meios eletrônicos não diminuem interesse dos jovens pelos livros, diz pesquisa


BRASÍLIA - Crianças e jovens entre 5 e 17 anos leem três vezes mais que os adultos, mas 45% afirmam que o fazem por obrigação. Apenas 26% consideram o hábito da leitura um prazer.
Os dados, que estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2007 com 5.012 pessoas em 311 municípios, indicam que o jovem leitor não manterá o hábito da leitura depois de concluída a fase escolar.
Leia também:
A diretora editorial da Editora Record, Luciana Villas-Boas, avalia que, embora envolvidos com os meios eletrônicos, os jovens estão cada vez mais interessados nos livros. Segundo ela, mesmo quando já tiveram acesso ao texto na internet, o jovens não abrem mão da relação física com a obra.
“O livro é melhor. Além do prazer, a relação física com a obra influencia a absorção do conhecimento e os jovens perceberam isso”, disse Luciana Villas-Boas.
Na tentativa de ampliar o acesso ao livro e incentivar a formação de leitores, o Ministério da Cultura trata a internet como “aliada”. A modernização das bibliotecas públicas inclui a instalação de centros digitais. “Nada substitui o livro. Não vamos cair na armadilha de opor a internet ao livro. Mas, inevitavelmente, a internet leva o jovem ao universo da leitura e da escrita”, afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.
O brasileiro, segundo Luciana Villas-Boas, da Editora Record, segue as modas internacionais. Com o jovem, afirma, não é diferente. “E somos cobrados sempre que há demora na publicação de uma série. O jovem já leu na internet, mas quer o livro”, explica.
Para Fabiano dos Santos, é importante estimular a leitura de qualidade, mas a formação do hábito é fundamental. “Por isso, tratamos a internet como aliada”, afirma. “A leitura é fundamental para o desenvolvimento humano. É um elemento de inclusão social. Quem lê, amplia seus conhecimentos e sua capacidade de crítica. Ao fim de um livro, você não é mais o mesmo”, completou.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Uma beleza de Balada

Tem início na próxima quinta-feira, dia 19, seguindo até domingo, dia 22, em São Paulo, o quarto ano da Balada Literária, evento criado pelo escritor pernambucano Marcelino Freire e organizado pelo autor ao lado da Livraria da Vila. O objetivo é reunir escritores e artistas nacionais e internacionais, serão quase 100, para mesas de debate com o público no palco e em bares. Os bate-papo gratuitos e os shows com preços populares acontecem em espaços culturais da Vila Madalena e arredores, como Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915. Tel.: 11 3814-5811), SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195. Tel.: 11 3095-9400), Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777. Tel.: 11 3082-5023), Centro Cultural b_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426. Tel.: 11 3081-6986) e os bares Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34. Tel.: 11 3815-7200) e Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane, 21. Tel.: 11 3814-4087). O homenageado desta edição é o escritor paulistano João Silvério Trevisan, que acaba de lançar Rei do cheiro (Record). “Sempre fazemos um brinde a um autor vivo, que julgamos importante para o clima da Balada”, diz Freire. Entre os baladeiros de plantão que já confirmaram presença estão os escritores João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Mário Prata, Lygia Fagundes Telles, o português José Luis Peixoto, o angolano Pepetela, além de músicos, boêmios e apreciadores da literatura. Veja no link “Leia Mais” outras informações sobre o evento.
http://baladaliteraria.zip.net/

domingo, 8 de novembro de 2009


500 anos depois, livro pode mudar

São Paulo (AE) - Enfim, o Kindle chegou ao Brasil. E como seu nome parece insinua (algo como "por fogo", em inglês), ele de fato acendeu as discussões em torno do futuro dos livros na era digital por aqui – e, a bem da verdade, em todo o mundo. Ninguém discute que o e-book veio para ficar, no entanto, essa é uma frágil certeza cercada por um mar de dúvidas.
A primeira não é nem de longe a mais importante: quando a versão eletrônica vai suplantar o bom e velho livro de papel? Uma pesquisa realizada pela organização da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior e mais importante do setor no mundo, entre jornalistas, escritores, editores e livreiros, revelou que 50% deles acredita que será em 2018. Não é de se surpreender essa divisão.
O que se avizinha é a maior mudança pela qual o mercado editorial – afinal, leitores de livro eletrônico, como o Kindle, servem para ler jornais e revistas também – jamais enfrentou. Nos cerca de 100 anos da música como produto, a partir da invenção do fonógrafo, ela evoluiu e se espalhou por diversos formatos (cilindros de cera, discos de goma-laca, de vinil, fita cassete, CD e finalmente MP3) e mídias (rádio, walkman, internet, iPod). O livro, por sua vez, em mais de 500 anos de história quase não mudou. A mais relevante dessas sutis mudanças foi o surgimento do livro de bolso no início do século passado. Quer dizer, mudou, mas continuou igual.
A história do livro sempre esteve ligada ao seu suporte – uma tecnologia difícil de ser superada. É relativamente barato, pode ser levado a qualquer lugar, não usa bateria e seu uso é extremamente simples, não requer prática, tampouco habilidade.
Já houve leitores de livros eletrônicos antes do Kindle, mas foi apenas com ele (e alguns outros bons modelos que surgiram nos últimos anos, ainda inéditos por aqui) que começou a fazer algum sentido pensar que, um dia, o livro de papel não será o principal suporte para a literatura. "Esse é um processo sem volta", afirma Sérgio Machado, presidente da editora Record.
Entre as editoras ouvidas pelo Link é unânime a opinião de que o e-book veio para ficar. A forma e a velocidade como cada uma delas pretendem se adaptar, no entanto, é bem diferente. A Ediouro planeja, já para as próximas semanas, o lançamento do aguardado novo livro de Rubem Fonseca, pelo selo Agir, para Kindle e iPhone. Já a Companhia das Letras, Cosac Naify, Planeta e a própria Record, confirmam as negociações com a Amazon, dona do Kindle, mas nenhum lançamento no formato, pelo menos por enquanto.
Em uníssono, por sua vez, elas afirmam que sua função independe do suporte. "Somos editores de conteúdo", costumam repetir, além de concordar com o fato de que os livros técnicos e de referência devem ser os primeiros a migrar para o suporte eletrônico.
Apesar de todo o burburinho em torno do assunto, essa transição está dando apenas os seus primeiros passos. Mesmo nos Estados Unidos, o processo de massificação dos leitores eletrônicos parece distante. Suas vendas, no entanto, crescem: 3 milhões de aparelhos devem ser comercializados, neste ano, apenas nos EUA. E as previsões para os próximos anos são extremamente favoráveis também.
Paralelamente, tem se observado nos últimos anos algumas experiências que buscam oferecer, algo além do livro de papel (envolvendo a internet e vídeos, por exemplo) para contar uma história. O curioso é que o Kindle, apesar de todo o verniz tecnológico que o cerca, busca ser o mais fiel possível ao bom e velho livro de papel. Quer dizer, ainda que o suporte seja trocado, no fundo, os livros continuam exatamente os mesmos. Afinal, por enquanto, um bom livro ainda é aquele em que a história se completa na sua cabeça.

‘Ele é bom para livros que não quero ter’São Paulo (AE) - O escritor Rodrigo Lacerda, autor de O Fazedor de Velhos, está contente com o Kindle que ganhou há dois meses. Depois de registrado nos EUA, ele conseguiu usar normalmente o aparelho - do mesmo modelo que é vendido para o Brasil. A única diferença é que ele não pode comprar e baixar os livros digitais diretamente pelo Kindle porque a conexão sem fio, pela rede de celular, não é compatível.
Por enquanto, ele comprou apenas um livro digital pelo site da Amazon e transferiu-o para o eletrônico. "Achei ótimo para ler. Ele é bem fino e leve, e a leitura é bem confortável, não cansa. Mas acho que ele é bom mesmo para comprar e ler os livros que não faço questão de ter fisicamente. Eles não ocupam espaço, são bons para levar em viagens e a versão digital poupa o tempo de entrega. Livros de literatura, de autores que gosto, prefiro ter em papel", diz o escritor.
"A tendência é que haja uma convivência. Não tenho medo de que o livro vai acabar. Mas é cedo para saber o impacto do Kindle, sobretudo no Brasil. Ele é muito caro. Vai demorar para se popularizar."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CURIOSIDADE...

Escada de metrô é transformada em piano
A ação, feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, foi implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia. Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seu passos. Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen. As duas empresas se reuniram para criarem um experimento chamado, Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Suécia, Estocolmo. Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009


Exposição “O Pequeno Príncipe na Oca” chega a São Paulo
Evento do Ano da França no Brasil homenageia obra de Antoine de Saint-Exupéry
Em um dos eventos mais aguardados do Ano da França no Brasil, o livro que encanta crianças e adultos há 66 anos ganhará uma exposição especial entre os dias 22 de outubro a 20 de dezembro. “O Pequeno Príncipe na Oca”, mostra sobre a grande obra de Antoine de Saint-Exupéry, será exposto no tradicional museu do Parque do Ibirapuera, zona oeste de São Paulo.
No dia 21 de outubro, o evento terá uma cerimônia de abertura especial, reservada a convidados, a partir das 19h30. No dia seguinte, fica aberta ao público das terças a sextas-feiras, das 9 às 19 horas, e das 10 às 20 horas nos finais de semana e feriados.
“A obra de Antoine de Saint-Exupéry é uma lembrança marcante na vida de muitas pessoas. Trata-se de um livro que podemos ler de dez anos em dez anos, tamanha sua universalidade e sensibilidade. Era essencial que o Ano da França no Brasil tivesse, entre seus eventos, uma homenagem ao Pequeno Príncipe, que é uma poética representação da criança que existe dentro de cada um de nós”, afirmou o diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura, Marcelo Dantas.
A Oca preparou uma grande estrutura para a exposição: são 10 mil metros quadrados com materiais inéditos até mesmo na França. Logo no início da exposição, os visitantes entram em uma pequena Paris, cidade natal do escritor. Em seguida, embarcarem em uma viagem pelos capítulos do livro, em 15 cenários que permitem ao visitante imaginar-se dentro de suas páginas. Ao final da exposição, cada criança será convidada a deixar sua mensagem escrita em uma estrela, “plantada” nos galhos de uma árvore. Estas estrelas serão colhidas por educadores, que as encaminharão ao programa “Passaporte do Cidadão Global”, projeto idealizado pela Associação Arte sem Fronteiras.
“Pequeno Príncipe na Oca” é organizado pela Luk marcas de Valor e Sucession Antoine de Saint-Exupéry e conta com o patrocínio do Bradesco.
Serviço:
“O Pequeno Príncipe na Oca”
Local: Oca, Parque do Ibirapuera, s/n – Portão 3 – Pavilhão Lucas Nogueira Garcez
Cerimônia de abertura: 21 de outubro às 19h30
Duração: 22 de outubro a 20 de dezembro
Horários de abertura: terças a sextas-feiras, das 9 às 19 horas, e das 10 às 20 horas nos finais de semana finais de semana e feriados.
Preço: R$ 18 (inteira), R$ 9 (meia) e livre para menores de três anos, maiores de 60, público especial e escolas públicas agendadas
http://www.opequenoprincipe.com/

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comemoração e compromisso no Dia Nacional do Livro
Presidente da Câmara Brasileira do Livro, Rosely Boschini destaca os avanços do setor no País

PublishNews - 29/10/2009 - Redação

Há 199 anos, mais exatamente em 29 de outubro de 1810, quando a Corte portuguesa encontrava-se no Brasil protegida da guerra imperialista de Napoleão Bonaparte, registrou-se a transferência da Real Biblioteca para o Rio de Janeiro. Nosso país nunca mais foi o mesmo, pois os livros têm o poder de mudar a história, ao preservar memórias, transmitir conhecimento, formar consciências e garantir aos cidadãos o direito essencial da liberdade de expressão, pensamento e da formação de juízo de valores.

Contribuiu para a difusão da leitura no então Vice-Reino, o nascimento da indústria gráfica, surgida em 1808, também na Cidade Maravilhosa, com a instalação da Imprensa Régia. Repetiu-se no Brasil fenômeno semelhante ao que se observara cerca de 350 anos antes, na Europa, quando o alemão Gutenberg criou os tipos móveis e passou a imprimir. O primeiro trabalho que saiu de seus prelos foi uma Bíblia. Um dos exemplares originais, aliás, encontra-se no acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, aquela mesma que um dia recebeu as coleções da família real, compostas por 60 mil peças, entre livros, manuscritos e mapas.
Para se ter idéia da capacidade transformadora da leitura, por volta de 1450, o Velho Continente tinha cerca de 50 milhões de habitantes, dos quais apenas oito milhões alfabetizados. A transformação do livro de privilégio em algo mais acessível, propiciada pela impressão mecânica, multiplicou por três, em poucos anos, o número de europeus que sabiam ler e escrever.

Por isso, é importante comemorar com ênfase cada aniversário da chegada da Biblioteca Real ao Brasil. A data, 29 de outubro, foi oficializada como o Dia Nacional do Livro. Atualmente, nosso país produz 340,2 milhões de exemplares anuais (pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro 2008”, realizada pela Fipe/USP, para a CBL e o SNEL). No período de 2006 e 2008, foram lançados aproximadamente 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares. O estudo, que também aponta significativa queda de preços, evidencia os esforços das editoras, livrarias, distribuidores e do segmento de venda porta-a-porta para que a leitura seja cada vez mais parceira do desenvolvimento.

Outro exemplo desse empenho é o fato de as entidades do setor terem acabado de formalizar entendimento com o Ministério da Cultura para a criação do Fundo Pró-Livro. O mercado editorial, cumprindo compromisso assumido há quatro anos, destinará um por cento de seu faturamento a essa finalidade. A contribuição do setor privado à meta de estimular a leitura também está expressa na qualidade. Nesse sentido, as iniciativas do setor livreiro estão ancoradas em consistente trabalho de pesquisa, realizado pelo Ibope Inteligência, por solicitação do Instituto Pró-Livro, criado pela CBL, SNEL e Abrelivros. O principal estudo — “Retratos da Leitura no Brasil” — permite dimensionar o mercado. Delineia necessidades e demandas e aponta caminhos e soluções eficazes para que mais pessoas leiam.

Há, ainda, duas iniciativas da CBL que apresentam consistente resultado: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e o Prêmio Jabuti. Este, criado em 1959, chegou em 2009 à 51ª edição, contemplando 21 categorias e atingindo número recorde de inscrições, com 2.574 obras. Não menos importantes são as ações de divulgação do mercado editorial brasileiro no exterior. Em 2009, com apoio do convênio Brazilian Publishers, firmado pela Apex-Brasil e a CBL, a participação brasileira na Feira do Livro de Frankfurt, a mais importante do mercado editorial do mundo, teve mais visibilidade. No âmbito institucional, neste evento a Câmara firmou significativo acordo com Frankfurter Buchmesse (organizadora da Feira de Frankfurt) que visa à realização de atividades centradas no desenvolvimento da cadeia produtiva do livro no Brasil.

São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais (como o Programa Nacional do Livro Didático — PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola), são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada. Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, iniciado em 2007 na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL.

Há, portanto, boas razões para se comemorar o Dia Nacional do Livro neste 29 de outubro. Porém, ainda é imenso o desafio relativo à meta de converter o Brasil num país de leitores e, portanto, mais desenvolvido, livre e justo! Como “a vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal” (Machado de Assis), é preciso reiterar a cada manhã o compromisso de outorgar a todo brasileiro o direito de repetir a instigante frase de Clarice Lispector: “A palavra é o meu domínio sobre o mundo”.

*Rosely Boschini é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).


Direto da cuia 2 – O fabulônibus
PublishNews - 29/10/2009 - Por Ricardo Costa
Isso não é um ônibus. Então o que é? É uma biblioteca municipal sobre rodas! O Fabuloso é um ônibus que foi transformado em biblioteca e que tem uma agenda de visita diária às escolas municipais de Passo Fundo. O “onibusoteca” conta com mais de 2 mil exemplares muito bem cuidados por Elisandra, que acompanha a biblioteca em suas viagens escolares. O município de Passo Fundo tem mais de 200 escolas e “O Fabuloso” não consegue visitar todas em um ano, mas por onde passa faz a alegria de muitas crianças, como William Toldá, da turma 41 da 4ª série, que escreveu um poema (“Leia Mais”) para o Fabuloso.

domingo, 25 de outubro de 2009

Vídeo que retrata a evolução do livro e com isso demonstra a mudanças dos suportes informacionais e quanto temos que nos adaptar a estas evoluções e procurar meios de nos familiarizarmos com as novas demandas.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ecofuturo está no Livro Livre
Transformar trens e estações em grandes bibliotecas com a distribuição de livros para empréstimos é o propósito do projeto Livro Livre, que ocorre de 26 a 30 de outubro, organizado pela Biblioteca Mário Covas e com realização da CPTM, Companhia de Trens Metropolitanos. O Instituto Ecofuturo, um dos principais articuladores pela criação do Dia Nacional da Leitura (comemorado em 12 de outubro), apóia o evento e irá distribuir 20 mil Passaportes Brincar de Ler durante a edição 2009. Voltado para pais e professores, o Passaporte traz dicas de como estimular crianças de 0 a 6 anos a se tornarem leitores. Com coordenação editorial, pesquisa e texto de Maria Betânia Ferreira, a publicação traz um texto leve e simples com sugestões básicas e divertidas, porém que muitas vezes passam despercebidas por pais e professores. Oferecer um acesso democrático à leitura de literatura é um dos objetivos do Instituto Eco futuro que defende a causa desde a sua inauguração, há 10 anos. Confira no link “Leia Mais” como baixar o Passaporte Brincar de Ler.
PublishNews - 22/10/2009
http://www.ecofuturo.org.br/

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Apoio Cultural para publicação de livros
A Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo vai realizar concurso para selecionar projetos de publicação de livros com apoio cultural. O edital ProAC Nº 15 aponta que serão selecionados 35 projetos que contemplem a publicação de livro inédito de ficção, nos gêneros coletânea de contos; poesia; romance e novela. A premiação será de R$15 mil para cada um, e no mínimo dois projetos selecionados serão obrigatoriamente de proponentes sediados fora da Capital do Estado de São Paulo. Poderão habilitar-se para o concurso pessoas físicas, autores da obra, residentes no Estado de São Paulo há mais de dois anos. As inscrições vão até o dia 1º de dezembro, e o projeto deve ser entregue pessoalmente ou encaminhado Via Postal. Confira o edital completo. PublishNews - 20/10/2009
http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.cbdef30cc636b21797378d27ca60c1a0/?vgnextoid=4923b23eb2a6b110VgnVCM100000ac061c0aRCRD
Frankfurt em números
Os resultados de 2009 da Feira de Frankfurt foram comentados com satisfação por Jurgen Boos, diretor do evento. Conforme ele, “muitos editores acharam que esta foi a melhor feira em anos.” No total, foram 290.469 visitantes, apenas 2,9% menos do que no ano recorde, que foi 2008. Destes, 181.155 eram profissionais do mercado, o que representa uma queda de 2,7% em relação ao ano passado. Por outro lado, na Literary Agents & Scouts Centre, coração das negociações de direitos e licenciamentos, houve um aumento de 2,6% em relação a 2008. “Em suma, foi uma feira muito otimista, com um forte crescimento nas vendas de direitos”, afirmou Boos. Os números e o entusiasmo de Boos contrastam com os rumores que passeavam pelo Pavilhão 8, segundo os quais haveria uma queda de 20% nos negócios neste ano. David Miller, da agência literária Rogers, Coleridge & White garantiu: “[nesta feira] fechamos mais negócios do que nunca.” David Roche, diretor de marketing e vendas do grupo HarperCollins, concluiu: “para mim é inestimável o valor de poder, em pouco dias, me encontrar e colocar a conversa em dia com contatos internacionais importantíssimos.” Pode reservar a data no calendário 2010: Frankfurt Book Fair, de 6 a 10 de outubro. Ano que vem a Feira homenageia nossos vizinhos, a Argentina. “Hasta la vista, hermanos!”
PublishNews - 19/10/2009

Como podemos constatar as feiras de livros ou encontro de editoras a cada ano tem um leve aumento de publico e de participações. Então fica o questionamento da postagem abaixo, que referencia os “GIGANTES” que acredito que para ser gigantes existem gigantes da escrita, porque ainda não foi publicado em livro digital.

Feira é de dois gigantes americanos
Este ano, como muito já se falou, a China é a convidada de honra da Feira de Frankfurt. No entanto, os verdadeiros destaques não têm sido os chineses, mas dois gigantes americanos, Google e Amazon, que conquistaram uma posição dominante no grande combate cultural que se trava em torno do livro eletrônico. O objetivo da Google é a criação de uma biblioteca eletrônica universal. O grupo americano busca, apesar de todas as dificuldades, a digitalização do livro. Dez milhões de obras já foram digitalizadas. A "bulimia" do Google chega a incomodar. O Sindicato francês dos editores (530 filiados) foi à Justiça contra o Google, no Tribunal de Grande Instância de Paris, acusando-o de não respeitar o direito autoral. A segunda frente de batalha é a do livro eletrônico. Os americanos o lançaram antes de todo mundo: a Amazon, com o seu Kindle, a Sony com o Reader. Outros pesos pesados partiram para a luta: por exemplo, a Barnes & Noble, o primeiro livreiro americano, a Apple e alguns asiáticos (Samsung). Os franceses estão muito atrasados. A única editora francesa, a Broken, tem um catálogo ínfimo. E não pode rivalizar com os preços propostos pela Amazon: US$ 9,9 o exemplar.
O Estado de S. Paulo - 17/10/2009

Gigantes são estas pessoas que acreditam na escrita, pois ganharam prêmios em plena época da digitalização, agora sim estes livros vão ser digitalizados e serem gigantes em consulta e downloads.

Escrita como liberdade de expressão
Essencialmente econômica, a Feira do Livro de Frankfurt utiliza garotos-propaganda de renome para atrair a atenção mundial. É o que justifica o desfile de ganhadores do Prêmio Nobel, que se apresentaram na sexta-feira no evento. O mais disputado foi o da mais recente vencedora, a romena naturalizada alemã Herta Müller, que atraiu uma pequena multidão para uma entrevista pública. No mesmo horário, o vencedor de 1999, o também alemão Günther Grass, participou da homenagem aos 50 anos de sua obra maior, O tambor. E, pouco mais tarde, foi a vez do ganhador de 2000, o chinês Gao Xingjian. Herta, no entanto, atraiu mais atenção - para onde mirassem seus grandes e tristes olhos azuis, havia uma câmera, uma filmadora, ao menos um olhar de curiosidade. Ela falou durante meia hora sobre sua mais recente obra, Atemschaukel, que, como as demais, trata essencialmente da luta do homem contra a opressão
O Estado de S. Paulo - 17/10/2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

A importância do Livro

Pernambuco dos livros

Com o tema “Literatura do princípio ao fim”, começa hoje (2/10) a sétima edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. Até o dia 12 de outubro o pavilhão de exposições do Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Professor Andrade Bezerra, s/n - Salgadinho. Olinda/PE. Tel.: 81 3182-8000 será palco de discussões e debates que fomentam a literatura. A organização do evento tem como um dos objetivos para este ano aproximar a juventude dos livros. Em 11 dias de feira, a expectativa é superar os números das últimas edições e receber um público acima dos 550 mil registrados na edição passada. Na programação, oficinas literárias, apresentações teatrais, interpretação textual, palestras, debates, entrevistas e bate-papos sobre o universo literário. Atrás apenas das do Rio e São Paulo, a Bienal deve movimentar R$ 24 milhões em 260 estandes, com participação de cerca de 700 editoras. As atividades ocorrerão em cinco espaços numa área total de 26,5 mil metros quadrados. A Bienal tem curadoria do jornalista e escritor Homero Fonseca e do poeta, tradutor e ensaísta Delmo Montenegro. O Rio Grande do Sul foi o estado convidado para ser homenageado durante o evento. A visitação vai das 10h às 22h e outras informações podem ser obtidas no site da Bienal.
PublishNews - 02/10/2009 - Por Marla Cardoso

Caxias do Sul abre Feira do Livro

Sessões de autógrafos, mesas temáticas, bate-papo com escritores, contação de histórias, palestras, oficinas, apresentações de música, dança, teatro e exposições voltadas para temas que abordem a leitura integram a partir de hoje (2/10) a programação da 25ª Feira do Livro de Caxias do Sul. O evento acontece até o dia 18 de outubro na Praça Dante Alighieri recebendo 42 bancas de livreiros com títulos de diversos gêneros de livrarias e editoras da cidade, de Porto Alegre e de outros municípios gaúchos. Diariamente, o Café Cultural promove programações musicais e sessões de autógrafos. O 5º Passaporte da Leitura, atividade preparatória para a Feira, promoveu, neste ano, o encontro de 17 autores com 26 escolas estaduais e municipais de Caxias. O projeto cria um ambiente propício para o estímulo ao ato de ler, pois as escolas participantes desenvolvem os seus trabalhos em parceria com a comunidade em que estão inseridas num período de três meses anteriores à Feira.
PublishNews - 02/10/2009 - Por Redação

Hoje em dia diz que os livros estão sendo substituídos, mas a cada dia vemos mais e mais eventos e feiras em prol dos livros e leitura, eu sou um leitor nato e nunca vou deixar de ler livros impressos, sabemos que ainda estão caros, mas cabe a nós mudarmos isso, pois estão caros porque ainda muitos não têm o habito de ler, mas que isso esta sendo mudado aos poucos... Gosto sempre de saber o que esta sendo feito em prol do livros e da leitura, pois é através da leitura que aprendemos um pouco mais e podemos estar informado....

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Biblioteca expressa

O anúncio do acordo entre o Google e a empresa On Demand Books vem gerando uma série de discussões nas últimas semanas. A primeira razão da polêmica é a abrangência da medida, que permite a impressão de 2 milhões de títulos que já são de domínio público dentro do acervo total de 10 milhões de obras que o gigante da internet tem digitalizadas. O outro ponto que chama a atenção é o próprio funcionamento da impressora expressa, que permite ao usuário escolher a obra desejada e obtê-la impressa com capa dura em poucos minutos. Cada uma dessas máquinas custa cerca de US$ 100 mil. Ainda há poucas unidades instaladas em livrarias e bibliotecas de cidades de Estados Unidos, Canadá, Austrália, Grã-Bretanha e Egito, mas a expectativa é de que o preço desses equipamentos caia à medida que a procura pelo serviço aumentar.

Papiro do futuro

Reportagem trata da sobrevivência ou obsolescência do papel
Um tubo plástico portátil, com uma aba que permite que se desenrole uma tela flexível, da espessura de uma folha de papel, na qual se podem ler livros, revistas, jornais ou qualquer conteúdo digitalizado. Dispositivos como esse - curiosamente similares aos ancestrais papiros - ainda são apenas uma visão do futuro, uma projeção feita pela indústria tecnológica. Mas, vislumbrado hoje em e-readers como o Kindle, esse futuro se mostra mais próximo que nunca. E traz as questões que movem este caderno, sobre a sobrevivência ou obsolescência do papel. A questão sensorial é lembrada como característica imbatível do papel. Diretor editorial da Cosac Naify (especializada em edições que exploram diferentes formatos e materiais), Cassiano Elek Machado chama atenção para esse aspecto. “A relação tátil com o livro sempre será importante. Valorizamos isso com o uso de transparências, texturas, algo que o papel eletrônico não reproduz. E sinto falta da preocupação editorial específica nos e-books. A tecnologia digital oferece várias possibilidades, tanto em termos visuais quanto narrativos. Não vejo elas serem aproveitadas”, completa.
Fonte - 26/09/2009 - Leonardo Lichote
http://www.publishnews.com.br/telas/clipping/detalhes.aspx?id=53951

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Conhecimento

“Ter grande conhecimento e não o usar, é como ter uma grande biblioteca e não abrir um único livro”.
Inácio Dantas.

Esta frase vem de encontro com os próprios Blogs, pois muitos deles têm a função de informar, então a internet é uma fonte de informação onde se pode obter grande conhecimento e ela é uma biblioteca on line sem barreiras, não disponibilizar ou disseminar a informação que me remete esta frase.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

FRASE

"O livro sempre encontra o leitor que merece."
Antonio Carlos Secchin - Poeta brasileiro

Concordo com a frase, pois às vezes eu pego um livro, que para muito não tem nada a ver, mas depois lendo-o, descubro muitas coisas legais e interessantes, às vezes um livro cita outro, como vários que já li, mas também é fato que às vezes lemos livro que no momento não associamos a nada, mas que depois de algumas outras leituras ele volta ao nosso pensamento.
O que vocês acham desta colocação???