segunda-feira, 23 de novembro de 2009

strong>Internet tem que ajudar a formar leitores´

Meios eletrônicos não diminuem interesse dos jovens pelos livros, diz pesquisa


BRASÍLIA - Crianças e jovens entre 5 e 17 anos leem três vezes mais que os adultos, mas 45% afirmam que o fazem por obrigação. Apenas 26% consideram o hábito da leitura um prazer.
Os dados, que estão na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita em 2007 com 5.012 pessoas em 311 municípios, indicam que o jovem leitor não manterá o hábito da leitura depois de concluída a fase escolar.
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A diretora editorial da Editora Record, Luciana Villas-Boas, avalia que, embora envolvidos com os meios eletrônicos, os jovens estão cada vez mais interessados nos livros. Segundo ela, mesmo quando já tiveram acesso ao texto na internet, o jovens não abrem mão da relação física com a obra.
“O livro é melhor. Além do prazer, a relação física com a obra influencia a absorção do conhecimento e os jovens perceberam isso”, disse Luciana Villas-Boas.
Na tentativa de ampliar o acesso ao livro e incentivar a formação de leitores, o Ministério da Cultura trata a internet como “aliada”. A modernização das bibliotecas públicas inclui a instalação de centros digitais. “Nada substitui o livro. Não vamos cair na armadilha de opor a internet ao livro. Mas, inevitavelmente, a internet leva o jovem ao universo da leitura e da escrita”, afirma o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos.
O brasileiro, segundo Luciana Villas-Boas, da Editora Record, segue as modas internacionais. Com o jovem, afirma, não é diferente. “E somos cobrados sempre que há demora na publicação de uma série. O jovem já leu na internet, mas quer o livro”, explica.
Para Fabiano dos Santos, é importante estimular a leitura de qualidade, mas a formação do hábito é fundamental. “Por isso, tratamos a internet como aliada”, afirma. “A leitura é fundamental para o desenvolvimento humano. É um elemento de inclusão social. Quem lê, amplia seus conhecimentos e sua capacidade de crítica. Ao fim de um livro, você não é mais o mesmo”, completou.

terça-feira, 17 de novembro de 2009


Uma beleza de Balada

Tem início na próxima quinta-feira, dia 19, seguindo até domingo, dia 22, em São Paulo, o quarto ano da Balada Literária, evento criado pelo escritor pernambucano Marcelino Freire e organizado pelo autor ao lado da Livraria da Vila. O objetivo é reunir escritores e artistas nacionais e internacionais, serão quase 100, para mesas de debate com o público no palco e em bares. Os bate-papo gratuitos e os shows com preços populares acontecem em espaços culturais da Vila Madalena e arredores, como Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915. Tel.: 11 3814-5811), SESC Pinheiros (Rua Paes Leme, 195. Tel.: 11 3095-9400), Biblioteca Alceu Amoroso Lima (Rua Henrique Schaumann, 777. Tel.: 11 3082-5023), Centro Cultural b_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426. Tel.: 11 3081-6986) e os bares Mercearia São Pedro (Rua Rodésia, 34. Tel.: 11 3815-7200) e Ó do Borogodó (Rua Horácio Lane, 21. Tel.: 11 3814-4087). O homenageado desta edição é o escritor paulistano João Silvério Trevisan, que acaba de lançar Rei do cheiro (Record). “Sempre fazemos um brinde a um autor vivo, que julgamos importante para o clima da Balada”, diz Freire. Entre os baladeiros de plantão que já confirmaram presença estão os escritores João Ubaldo Ribeiro, João Gilberto Noll, Mário Prata, Lygia Fagundes Telles, o português José Luis Peixoto, o angolano Pepetela, além de músicos, boêmios e apreciadores da literatura. Veja no link “Leia Mais” outras informações sobre o evento.
http://baladaliteraria.zip.net/

domingo, 8 de novembro de 2009


500 anos depois, livro pode mudar

São Paulo (AE) - Enfim, o Kindle chegou ao Brasil. E como seu nome parece insinua (algo como "por fogo", em inglês), ele de fato acendeu as discussões em torno do futuro dos livros na era digital por aqui – e, a bem da verdade, em todo o mundo. Ninguém discute que o e-book veio para ficar, no entanto, essa é uma frágil certeza cercada por um mar de dúvidas.
A primeira não é nem de longe a mais importante: quando a versão eletrônica vai suplantar o bom e velho livro de papel? Uma pesquisa realizada pela organização da 61ª Feira do Livro de Frankfurt, a maior e mais importante do setor no mundo, entre jornalistas, escritores, editores e livreiros, revelou que 50% deles acredita que será em 2018. Não é de se surpreender essa divisão.
O que se avizinha é a maior mudança pela qual o mercado editorial – afinal, leitores de livro eletrônico, como o Kindle, servem para ler jornais e revistas também – jamais enfrentou. Nos cerca de 100 anos da música como produto, a partir da invenção do fonógrafo, ela evoluiu e se espalhou por diversos formatos (cilindros de cera, discos de goma-laca, de vinil, fita cassete, CD e finalmente MP3) e mídias (rádio, walkman, internet, iPod). O livro, por sua vez, em mais de 500 anos de história quase não mudou. A mais relevante dessas sutis mudanças foi o surgimento do livro de bolso no início do século passado. Quer dizer, mudou, mas continuou igual.
A história do livro sempre esteve ligada ao seu suporte – uma tecnologia difícil de ser superada. É relativamente barato, pode ser levado a qualquer lugar, não usa bateria e seu uso é extremamente simples, não requer prática, tampouco habilidade.
Já houve leitores de livros eletrônicos antes do Kindle, mas foi apenas com ele (e alguns outros bons modelos que surgiram nos últimos anos, ainda inéditos por aqui) que começou a fazer algum sentido pensar que, um dia, o livro de papel não será o principal suporte para a literatura. "Esse é um processo sem volta", afirma Sérgio Machado, presidente da editora Record.
Entre as editoras ouvidas pelo Link é unânime a opinião de que o e-book veio para ficar. A forma e a velocidade como cada uma delas pretendem se adaptar, no entanto, é bem diferente. A Ediouro planeja, já para as próximas semanas, o lançamento do aguardado novo livro de Rubem Fonseca, pelo selo Agir, para Kindle e iPhone. Já a Companhia das Letras, Cosac Naify, Planeta e a própria Record, confirmam as negociações com a Amazon, dona do Kindle, mas nenhum lançamento no formato, pelo menos por enquanto.
Em uníssono, por sua vez, elas afirmam que sua função independe do suporte. "Somos editores de conteúdo", costumam repetir, além de concordar com o fato de que os livros técnicos e de referência devem ser os primeiros a migrar para o suporte eletrônico.
Apesar de todo o burburinho em torno do assunto, essa transição está dando apenas os seus primeiros passos. Mesmo nos Estados Unidos, o processo de massificação dos leitores eletrônicos parece distante. Suas vendas, no entanto, crescem: 3 milhões de aparelhos devem ser comercializados, neste ano, apenas nos EUA. E as previsões para os próximos anos são extremamente favoráveis também.
Paralelamente, tem se observado nos últimos anos algumas experiências que buscam oferecer, algo além do livro de papel (envolvendo a internet e vídeos, por exemplo) para contar uma história. O curioso é que o Kindle, apesar de todo o verniz tecnológico que o cerca, busca ser o mais fiel possível ao bom e velho livro de papel. Quer dizer, ainda que o suporte seja trocado, no fundo, os livros continuam exatamente os mesmos. Afinal, por enquanto, um bom livro ainda é aquele em que a história se completa na sua cabeça.

‘Ele é bom para livros que não quero ter’São Paulo (AE) - O escritor Rodrigo Lacerda, autor de O Fazedor de Velhos, está contente com o Kindle que ganhou há dois meses. Depois de registrado nos EUA, ele conseguiu usar normalmente o aparelho - do mesmo modelo que é vendido para o Brasil. A única diferença é que ele não pode comprar e baixar os livros digitais diretamente pelo Kindle porque a conexão sem fio, pela rede de celular, não é compatível.
Por enquanto, ele comprou apenas um livro digital pelo site da Amazon e transferiu-o para o eletrônico. "Achei ótimo para ler. Ele é bem fino e leve, e a leitura é bem confortável, não cansa. Mas acho que ele é bom mesmo para comprar e ler os livros que não faço questão de ter fisicamente. Eles não ocupam espaço, são bons para levar em viagens e a versão digital poupa o tempo de entrega. Livros de literatura, de autores que gosto, prefiro ter em papel", diz o escritor.
"A tendência é que haja uma convivência. Não tenho medo de que o livro vai acabar. Mas é cedo para saber o impacto do Kindle, sobretudo no Brasil. Ele é muito caro. Vai demorar para se popularizar."

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

CURIOSIDADE...

Escada de metrô é transformada em piano
A ação, feita em conjunto pela agência de publicidade DDB e pela Volkswagen, foi implantada em um metrô de Estocolmo, na Suécia. Imagine que você está descendo as escadas do metrô, como faz habitualmente todos os dias, e começa a ouvir sons de piano, tocados em ritmo que vai de acordo com os seu passos. Essa foi a proposta da agência de publicidade DDB em uma parceria com a Volkswagen. As duas empresas se reuniram para criarem um experimento chamado, Fun Theory (algo como "teoria divertida", em inglês), uma tentativa bem ambiciosa de tentar mudar os hábitos sedentários dos moradores da capital da Suécia, Estocolmo. Para isso, transformaram as escadas de uma estação de metrô em um piano, o que aumentou surpreendentemente o uso das escadas em 66%. O resultado você confere no vídeo.
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