segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

BIBLIOTECA DO FUTURO

INSTALADA NA ÁREA DO ANTIGO CARANDIRU, A BIBLIOTECA DE SÃO PAULO TERÁ ESTRUTURA ADAPTADA PARA TODOS OS TIPOS DE DEFICIENTES E SE APROXIMA DO CONCEITO DE ESPAÇO DE LAZER DAS GRANDES LIVRARIAS


pavilhão das letras
por Maria Eugênia de Menezes

Uma nova categoria de livrarias mudou o cenário cultural de São Paulo nos últimos anos. São lojas acolhedoras, que nasceram com a ambição de ser mais que simples locais de venda de livros, e, rapidamente, foram adotadas pelos paulistanos como pontos de encontro.

Fazem parte desse grupo a Livraria Cultura, que ocupou com uma loja de três andares o espaço do antigo cine Astor no Conjunto Nacional; e a Livraria da Vila da alameda Lorena, na qual o afamado arquiteto Isay Weinfeld criou um ambiente sofisticado, com café, auditório e uma área dedicada às crianças.

Na segunda (dia 8), a cidade ganha outro endereço do gênero: a Biblioteca de São Paulo. Só que, desta vez, trata-se de um equipamento público. Instalada no parque da Juventude, na área da antiga Casa de Detenção do Carandiru, a nova biblioteca se inspirou no conceito das grandes livrarias da cidade para conquistar seus leitores. "A ideia é que ela pareça uma 'megastore' pública", diz o secretário de Cultura do Estado, João Sayad. "Ela deve ter tudo aquilo que essas lojas oferecem, mas estará aberta para atender a todos."

A biblioteca custou cerca de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do Estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). E, para atrair seus futuros usuários, não investiu apenas na compra de novos livros. Além de dispor de outras mídias, como CDs e DVDs, o projeto centrou esforços na decoração do prédio, na oferta de tecnologia e em uma estrutura completamente acessível e preparada para atender aos deficientes físicos.

Iguais, mas diferentes
Os serviços especiais para deficientes incluem mesas reguláveis, que se adaptam a qualquer tamanho de cadeira de rodas, folheadores automáticos de páginas, para aqueles que perderam os movimentos das mãos, e também computadores com telas, teclados e mouses adaptados.

Usuários cegos terão ainda mil títulos de "audiobooks" e um equipamento que, instantaneamente, é capaz de transpor obras literárias convencionais para faixas de áudio ou placas em braile. "Isso deve ampliar muito as opções de livros para cegos", afirma Adriana Ferrari, gestora do projeto e assessora da secretaria de Cultura.

Uma equipe de atendentes também está sendo treinada para recepcioná-los. "Não dá para ser um atendimento padrão. Não pode ser invasivo nem muito distante", diz ela. "Temos que tratar a diferença para que eles sejam incluídos." A tentativa de satisfazer necessidades e predileções de todos os públicos levou o projeto a abarcar itens normalmente deixados de lado. Em uma sala reservada, o visitante terá acesso a um material proibido para menores de 18 anos. São livros e periódicos com conteúdo violento ou de teor erótico. "Não queremos censurar nada. As pessoas devem encontrar aqui tudo o que estão buscando", afirma Adriana. "Por isso, tem que ter a 'Playboy' também." A inspiração para este e muitos outros serviços oferecidos pela instituição, ela explica, veio da Biblioteca de Santiago, no Chile.

Assim como na congênere sul-americana, a Biblioteca de São Paulo dedica grande parte de seus 4.200 m2 aos mais jovens. Todo o andar térreo está dividido em alas para três faixas etárias: até três anos, de quatro a 11 anos e de 12 a 17 anos. Ali, poltronas coloridas e pufes se misturam a estantes baixas -projetadas sob medida- nas quais livros, discos e filmes ficam misturados e expostos diretamente ao público.

Também estarão à disposição cem computadores, com livre acesso à internet, dezenas de jogos eletrônicos e um aparelho Kindle, o livro digital da Amazon. "É uma tentativa de atrair o não leitor", afirma Sayad. "Se o hábito de ler voltar a ser moda algum dia, podemos fazer uma biblioteca escura, austera. Hoje, para conquistar o público de não leitores, ela precisa ser assim."

Estratégia de sedução
O esforço para seduzir os frequentadores pautou a escolha do espaço -próximo ao metrô- e o projeto arquitetônico, que contemplou um café, uma varanda com espaço para shows e saraus e um auditório. "Teremos uma programação de cursos e oficinas voltada, inclusive, para temas que não estão ligados à literatura, como o grafite", conta a diretora da biblioteca, Magda Montenegro.

Ela também promete um horário expandido de atendimento - pelo menos até as 21h de segunda a sexta, e até as 19h, aos sábados, domingos e feriados. "Não dá para fechar na mesma hora da repartição pública. A intenção é que as pessoas venham para cá depois do trabalho."

A busca pelo público não parou por aí. Para selecionar o acervo de 30 mil livros e 4.000 CDs e DVDs, a equipe da biblioteca levou em conta, essencialmente, a popularidade das obras.

Os cânones literários foram contemplados. Mas, assim como ocorre nas livrarias comerciais, Victor Hugo e Fernando Pessoa terão que dividir as prateleiras e as atenções com os best-sellers e os líderes das listas dos mais vendidos.

Não ficaram de fora os controversos livros de autoajuda, os romances de temática espírita nem os recentes hits do mercado editorial, como os volumes da saga "Crepúsculo". Jornais e revistas, nacionais e estrangeiros, completam a oferta.

"Não dá para medir por quantos Paulo Coelho uma pessoa precisa passar para chegar a um Machado de Assis", pondera a coordenadora do projeto. "Queremos que todos leiam aquilo que tiverem vontade."

Após a inauguração, explica o secretário, a intenção é que a instituição passe a funcionar como uma central para as 961 bibliotecas públicas dos municípios paulistas. Sua administração ficará a cargo da Poesis, a mesma organização social que está à frente do Museu da Língua Portuguesa e da Casa das Rosas.

Cerca de R$ 1 milhão será investido anualmente na aquisição de novas obras. "Não se trata de acumular muitos livros, mas de renová-los constantemente", defende Sayad. "O segredo do sucesso dessa biblioteca é saber comprar os livros sem nenhuma intenção professoral." Oferecer obras para todos os gostos e em todos os formatos para fisgar o inquieto leitor do século 21.



como ser sócio
Para fazer a carteirinha da Biblioteca, basta apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Aqueles que não têm domicílio fixo, caso dos moradores de rua, também poderão fazer empréstimos de livros. "Acreditamos que as pessoas irão devolver", diz Adriana Ferrari, gestora do projeto

no lugar do carandiru
A nova biblioteca foi construída no parque da Juventude. A área, onde já funcionou o antigo Complexo Penitenciário do Carandiru, foi transformada em parque em 2007. Hoje, oferece dez quadras poliesportivas, pista de skate, alamedas e bosque. Fica no bairro de Santana e tem acesso pelo metrô Carandiru

além dos clássicos, você encontra também

culinária
"Cozinha Passo a Passo", da Larousse; "Santas Receitas", de Sônia Abrão; "Pequeno Dicionário de Gastronomia", de Maria Lúcia Gomensoro

juvenis
Todos os volumes da série "Crepúsculo" e "Harry Potter", e a nova edição de "Alice no País das Maravilhas"

quadrinhos
"Retalhos", deCraig Thompson; "À Sombra das Torres Ausentes", de Art Spiegelman

audiolivros
"Travessuras da Menina Má", de Mario Vargas Llosa; "100 Melhores Poemas do Século", org. Ítalo Moriconi; "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato

eróticos
Revistas como a "Playboy", além de livros como "120 Dias de Sodoma" e "O Amante de Lady Chatterley"

autoajuda
"Pai Rico, Pai Pobre", de Robert Kiyosaki; "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos", de Gustavo Cerbasi

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/revista/rf3101201005.htm

sábado, 30 de janeiro de 2010

Tire suas dúvidas sobre os leitores digitais

Amazon anuncia lançamento do Kindle no Brasil por cerca de R$ 950.
G1 lista o que você precisa saber antes de comprar esse tipo de eletrônico.

O que é um leitor digital?

É um aparelho eletrônico que armazena arquivos -- principalmente livros -- e está voltado à leitura. Esses livros digitalizados, que podem ser baixados da internet via computador ou diretamente para o leitor (e-reader), ganham o nome de e-books.

Em uma equivalência dentro do universo tecnológico, os leitores eletrônicos podem ser comparados aos tocadores digitais: a diferença está no tipo de conteúdo armazenado e disponibilizado aos seus usuários (livros no caso dos leitores e música quando se fala em toca-MP3).

Para quem é esse produto?

Para pessoas que têm muito interesse em leitura e gostam da possibilidade de guardar todo esse conteúdo no bolso – ou na bolsa. Os leitores digitais permitem que o usuário carregue dentro de um equipamento com apenas 1 centímetro de espessura (no caso do Kindle) até 1,5 mil livros.

Ele pode não ser extremamente interessante, por exemplo, para alguém que só lê em casa ou no ônibus, enquanto vai e volta do trabalho (não é o fim do mundo carregar um único livro na bolsa). O cenário muda, no entanto, no caso de um estudante que tenha uma mochila carregada de livros e utilize diversos transportes públicos para se locomover entre sua casa, estágio e faculdade. Nesse último caso, seria mais prático acomodar todos os livros em um único equipamento com menos de 300 gramas.



O leitor digital também pode se encaixar bem na vida de viajantes solitários. Em vez de aumentar o peso da bagagem com livros, eles podem “empilhar” no espaço menor que o de uma única revista diversos mapas e roteiros de viagem, além de romances para ler durante a viagem.

O leitor digital já está disponível no Brasil?

No Brasil, ainda é difícil encontrar os leitores digitais – eles são oferecidos extra-oficialmente, por exemplo, em sites de comércio eletrônico. A partir de 19 de outubro, no entanto, os brasileiros poderão comprar oficialmente o Kindle da loja on-line Amazon.

Além desse modelo bastante popular (o Kindle tem 60% das vendas nos EUA, contra 35% dos aparelhos da Sony, segundo a Forrester Research), é provável que em breve outros concorrentes desembarquem por aqui. Procurada pelo G1, a Sony informou via assessoria de imprensa que não divulga informações sobre um possível lançamento local de seus readers.

Em junho de 2010, a empresa pernambucana Mix Tecnologia planeja lançar oficialmente o Mix Leitor D, um produto brasileiro que vai concorrer com o Kindle e outras alternativas disponíveis no mercado. Segundo a fabricante da novidade, seu diferencial é uma ferramenta chamada Interquiz. Ela pode ser acionada com um botão e, no estilo quiz, faz perguntas aos usuários sobre o conteúdo disponibilizado na tela. “Queremos transformar nosso produto em uma ferramenta de aprendizado”, disse ao G1 Diego Mello, gerente do projeto.



Quanto custa um leitor digital no Brasil?

Logo que a venda para outros países foi anunciado, O preço do Kindle era US$ 279 mais as taxas. Pouco depois, a Amazon anunciou redução de US$ 20 no valor e atualmente, com as taxas, o aparelho sai por US$ 545,30 para os brasileiros (cerca de R$ 950). Segundo a empresa, o acréscimo se deve às taxas de importação e entrega. A venda só é feita pelo site da Amazon.

A previsão de preços do brasileiro Mix Leitor D é de R$ 650 e R$ 1,1 mil, dependendo do modelo. O primeiro, com capacidade de 1 GB, será suficiente para 500 livros, enquanto o segundo, com 4 GB, armazenará até 1,5 mil livros.

Questionado se os preços não estão altos para o mercado brasileiro, Diego Mello, da Mix Tecnologia, respondeu: “talvez estejam caros quando pensamos que é possível encontrar um notebook por R$ 1,4 mil. Mas esses portáteis são menos apropriados para a leitura, pois cansam a vista. Além disso, se pensarmos no preço de um livro, o eletrônico pode não ser tão caro. Um livro custa em média R$ 50 no Brasil, mas um título técnico, de medicina, pode chegar a R$ 800”, compara.

Que tipo de conteúdo posso ler nesses eletrônicos?

Livros, revistas, jornais, blogs, sites e arquivos em PDF, TXT e Word, entre outros.

Nem todos os leitores, no entanto, permitem acesso a todos os tipos de conteúdo. Os usuários do Kindle, por exemplo, só podem comprar arquivos vendido na Amazon: são 350 mil livros, além de jornais, revistas e blogs. A aquisição pode ser feita diretamente via Kindle, que tem um chip 3G com acesso restrito a essa única loja on-line – mesmo no Brasil, não será preciso pagar pelo acesso.

Já os leitores da Sony, que contam com milhares de títulos na eBook Store podem também baixar gratuitamente o acervo de 1 milhão de títulos que pertencem ao domínio público e foram digitalizados pelo Google – para isso, os usuários devem fazer o download em seus computadores e, depois, transferir o conteúdo para os leitores. No caso da Amazon e da Sony, a maioria das obras disponíveis é da língua inglesa.

Para o lançamento do Mix Leitor D, a Mix Tecnologia pretende fechar acordos com editoras, livrarias, jornais, revistas e também autores independentes. O objetivo é fornecer a maior quantidade de conteúdo para o público brasileiro, que poderá fazer a aquisição diretamente nos sites visitados. Isso porque a alternativa brasileira não restringirá o acesso a uma única loja virtual, como faz o Kindle: o usuário poderá se conectar às páginas que quiser.

Quanto custa o conteúdo compatível com os livros digitais?

O conteúdo pode ser gratuito, como no caso do arquivo digitalizado pelo Google e oferecido aos usuários dos leitores da Sony. Os preços das obras variam bastante: entre os cinco mais vendidos na eBook Store na noite de quinta-feira (8), os valores iam de $ 0,49 a US$ 15,40. Apesar de os e-books terem a proposta de oferecer preços mais baixos que os livros tradicionais, é possível encontrar na loja da Sony títulos que chegam a US$ 350.

Na Amazon, os lançamentos vão custar US$ 12 para os brasileiros (“a não ser que esteja marcado outro preço”, diz a loja virtual). Ainda segundo o site, é possível encontrar mais de 100 mil títulos por menos de US$ 6. A assinatura mensal de “O Globo”, primeiro jornal brasileiro a ser disponibilizado na Amazon é de US$ 16.



Como transfiro conteúdo da internet para os leitores?

Há basicamente duas formas de transferir conteúdo: via cabos ou sem fio. Na primeira, utilizada nos leitores da Sony, o usuário deve fazer o download do arquivo para seu computador e, depois, transferir via cabo USB para o leitor digital.


leitor da Sony com tela sensível ao toque de 6 polegadas, vendido nos EUA a US$ 300. Modelo tem canela stylus, para que o usuário faça anotações sobre o ‘papel digital’ enquanto lê. Espessura é de 1 centímetro. À direita, leitor da mesma fabricante, com tela de 5 polegadas, que custa US$ 200 nos EUA. Os dois modelos têm capacidade de armazenamento 512 MB.
A outra alternativa, sem fio, dispensa o uso de computador: ela está disponível no Kindle e deve ser oferecida também no produto brasileiro da Mix Tecnologia. O Kindle tem um chip como o de telefones celulares que se conecta à Amazon, onde o usuário faz suas compras – nos EUA, esse serviço é fornecido pela Sprint Nextel. Já o modelo vendido para outros países, com o chamado “wireless internacional”, usa tecnologia 3G e faz conexão com a Amazon pela rede da AT&T. Essa conexão é gratuita e restrita à loja on-line.

Posso colocar qualquer livro ou arquivo de texto no leitor digital?

Não. Cada leitor só aceita determinados tipos de arquivos – assim como acontece com os tocadores digitais iPod, da Apple, e Zune, da Microsoft.

Se eu comprar um leitor digital no exterior, posso usá-lo no Brasil?

Sim. Mas o sistema de download sem fio, que dispensa o uso de computador, pode não funcionar – nesses casos, será necessário baixar os arquivos para a máquina (onde os arquivos podem ficar inacessíveis para leitura) e, depois, transferi-los para o leitor. O Kindle vendido no Brasil terá tecnologia 3G e, por isso, permitirá a realização desse download – a Amazon promete baixar um livro em até 60 segundos.

Quais as desvantagens desse eletrônico?

O preço ainda pode ser uma desvantagem e a quantidade de arquivos disponibilizados em português. Essas duas questões, no entanto, tendem a apresentar melhoras com o tempo.

Vale a pena ter um?

Depende do interesse que o usuário tem em leitura. Gustavo Lanzetta, de 19 anos, é fã de tecnologia e comprou um Kindle de US$ 360 quando visitou os Estados Unidos, em Junho. Para ele, a resposta para a pergunta acima é “sim”. “A principal vantagem é a praticidade de carregar múltiplas publicações, como jornais e livros, no espaço de um livro fininho e leve. Tem também a economia de comprar livros, que são baixados na mesma hora, por um preço mais baixo do que pagaria nas lojas tradicionais”, diz.



Seu equipamento não tem a tecnologia 3G, que permite baixar livros diretamente no leitor digital. Por isso, ele deve fazer o download no computador e, então, transferir os arquivos para o eletrônico. Apesar de o Kindle permitir armazenamento de “apenas” 1,5 mil livros, Lanzetta sabe que pode deletá-los quando bem entender: uma vez que a aquisição é feita no site da Amazon, esse arquivo poderá ser acessado gratuitamente pelo internauta.

Como carrego a bateria de um leitor eletrônico? Quanto tempo ela dura?

É possível carregar via cabo USB do computador ou pela tomada. Por conta da tecnologia do usada na tela (leia mais abaixo), a bateria é de longa duração – segundo a Amazon, sua duração depende de quanto o equipamento for usado e da quantidade de acessos à loja on-line. A Sony diz que, com uma única carga, é possível virar 6,8 mil páginas de livros.

A tela dos leitores digitais é igual à de outros eletrônicos?

Não. A tecnologia utilizada atualmente na tela dos leitores é chamada de eletronic paper display (tela de papel eletrônico, em tradução livre) e foi desenvolvida por uma empresa chamada E-ink, que surgiu no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Esse tipo de tela simula um papel: é como se a página de um livro tivesse sido “grudada” na superfície do leitor eletrônico. Ao contrário do que acontece com outros portáteis, essa tela permite a visualização do conteúdo, sem dificuldades, em ambientes muito iluminados, como o de uma praia. Para ler no escuro, basta acender a luz, como acontece com os livros tradicionais, de papel.

A tecnologia também consome pouca energia e, por isso, é possível ler milhares de páginas até que seja necessário fazer uma nova recarga.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1335735-6174,00-TIRE+SUAS+DUVIDAS+SOBRE+OS+LEITORES+DIGITAIS.html

Na escola, a disseminação do conhecimento


O acesso à banda larga pelas classes menos favorecidas é fator determinante para a disseminação e produção de conhecimento. Aos poucos, locais do país que até pouco tempo apenas consumiam informações passam a também compartilhar as suas produções no campo da pesquisa, por exemplo. Assim, interagem com os maiores produtores de informação dos grandes centros urbanos.
Exemplo disso é a formação totalmente virtual - por ensino a distância - de professores que têm apenas o ensino básico completo, como conta o professor da Faculdade de Educação da UNB Lúcio Teles, que participa de programas de educação a distância no Acre. Teles confirma que a formação é possível mesmo com a internet discada, mas "com a ausência de banda larga há limitações, pois impossibilita, por exemplo, aulas via videoconferência".

Segundo Teles, a internet já é fundamental também nas aulas presenciais. "Resultados de pesquisas e artigos podem demorar até três anos para serem publicados, mas é possível encontrá-los facilmente pela rede. O acesso ao conhecimento atualizado depende da internet, e a classe C vai se beneficiar disso."

O coordenador de projetos do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e da Fundação Getulio Vargas (FGV) questiona o uso que as pessoas farão da banda larga. "O potencial de multiplicação de conhecimento é indiscutível. Mas o uso deve ser focado para promover ganhos no processo educacional."

Ricardo Lopes Sanchez, presidente da Associação Brasileira de Pequenos Provedores da Internet e Telecomunicações (Abrappit), acredita que também é importante que as pessoas tenham treinamento adequado para usar a rede. "Não é suficiente dar computador e acesso às pessoas. A liberação da banda larga é apenas o primeiro passo para melhorar a educação."

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-tecnologia/escola-disseminacao-conhecimento-524613.shtml

Vida aos livros

A Casa Cor Santa Catarina 2010, que abre as portas dia 5 março, no CIC - Centro Integrado de Cultura (Avenida Gov. Irineu Bornhausen, nº 5600 - Agronômica – Florianópolis/SC), terá 59 ambientes unindo cultura e sustentabilidade. Dois deles, a biblioteca e circulação da biblioteca, com área total de 57 m², sob a responsabilidade dos arquitetos Lúcia Horta de Almeida César Rocha e Marcelo Nuernberg Schroeder, têm como conceito a experimentação de sensações provocadas por intervalos e passagens entre ambientações distintas. A intenção é que atividades como as de uma sala de estar, de galerias de arte e sala de TV estejam reunidas ao redor dos livros e das coleções oferecidas pela biblioteca. A descoberta de diferentes ambientações ao longo do percurso criado no espaço tem um paralelo com a experiência própria da descoberta oferecida pelos livros. Nos livros, assim como na arquitetura, se pode experimentar a surpresa, o percorrer de uma trajetória permeada por sensações e imagens de lugares especiais

PublishNews - 29/01/2010 - Por Redação

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Troca de livros pode levar a uma economia

Com listas que chegam a até 25 livros por ano, colégios particulares de São Paulo têm incentivado a troca e o reaproveitamento das obras entre os alunos. Em muitas escolas, as famílias economizam até R$ 800 nas feiras de troca, bazares e brechós. Além do aspecto financeiro, pais afirmam que a iniciativa ensina práticas de sustentabilidade desde a infância. "Todos os livros que estão em boas condições a gente reaproveita, e eu ensino minha filha a não rasgar e rabiscar", conta Luzia Bouzan Costa, mãe de uma aluna do Colégio Santa Maria, na zona sul da capital. Luzia afirma que 80% dos livros que a filha Cristina usará vieram do brechó. "Economizei cerca de R$ 500 com as trocas." Apenas os livros de inglês, cujas respostas são escritas nas próprias folhas, não puderam ser reaproveitados.

Fonte: O Estado de S. Paulo - 25/01/2010 - Por Simone Iwasso e Mariana Mandelli