sábado, 25 de junho de 2011

Edmir Perrotti: "Biblioteca não é depósito de livros"

Idealizador de redes de leitura em escolas diz que é função do educador ajudar os estudantes a processar as informações do acervo.

Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico.

Com formação em Biblioteconomia - área que combinou com seu interesse em Educação -, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis.

Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.

Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. "Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas", diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.

O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?

Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.

De que modo se realiza essa abertura para fora da escola?

O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca precisa ter outra finalidade que não seja simplesmente a de um depósito de onde se retiram livros que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a idéia de unidades isoladas. O ideal é formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a apropriação do saber pelas crianças.

Qual é a necessidade das redes?

Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. Hoje não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam todas as áreas de conhecimento.

Quem deve ser o responsável pela biblioteca?

Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização da informação. Junto com ele trabalham os educadores, que são especialistas em processos de mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e processar informações e estabelecer vínculos entre elas.

De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca?

É preciso desenvolver programas para construir competências informacionais. Isso inclui desde ensinar a folhear um livro — para crianças bem pequenas — até manejar um computador. Antigamente imperava a idéia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os livros na estante. Hoje deve-se formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de curiosidade intelectual mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial da nossa época.

Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações?

Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da escola pública muitas vezes não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.

Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar?

Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da biblioteca; ela se dá em qualquer lugar.

Quem deve escolher o acervo?

Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são colocados à disposição para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta esses dados como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que saem na imprensa e na internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis.

Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca?

Ele participa da escolha do acervo e também pode estar pessoalmente representado nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as informações universais.

Descreva a biblioteca escolar ideal ?

É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, porque conhecer é sempre se deslocar.

Por que se diz que os jovens não gostam de ler?

Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era feita antes já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção porque raramente sai da abordagem instrumental da leitura. E no âmbito social, entre os amigos, a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço enorme para promover a leitura entre os jovens.

É possível formar leitores por meio de políticas públicas?

O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que dêem condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas.

A escola deve obrigar um aluno a ler livros e freqüentar bibliotecas mesmo que ele não goste?

Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o "não querer ler".

É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada?

A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma literatura que tenha condições de produzir significações importantes.

O uso do livro em sala de aula está em decadência?

Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e também do que seria necessário. Mesmo assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes falta penetrar no avesso dos textos com as crianças e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.

Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura?

Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas infelizmente ainda não usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.

Há perspectiva de mudança para essa situação?

Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm de enfrentar essa questão.

Fonte: Revista Escola

domingo, 1 de maio de 2011

As três dimensões da informação (e a que interessa)

Existem incontáveis informações em circulação ao nosso redor e entender as diferenças entre elas ajuda a se gastar menos tempo para se ter muito mais.

Costumamos classificar as informações como um único grande bolo: apesar de existirem diversos sabores e recheios, consumimos tudo sem saborear, sem diferenciar cada tipo distinto.

Tenho pensado bastante nisso – e mais ainda agora, enquanto preparo meu novo curso sobre como lidar melhor com a explosão informacional em curso. Pois bem, acredito que temos três dimensões da informação:

Informações factuais. As coisas que acontecem no mundo, mortes, nascimentos, acidentes, compras, vendas, golpes, eleições, etc. As informações factuais nos enredam e perdemos a maior parte do tempo com elas. São diversos documentos, planilhas, relatórios e notícias e esses nem sempre seguem alguma lógica ou possuem base útil para as nossas atividades rotineiras. Acompanhamos fatos por meio da mídia, das redes sociais e – quase sempre – nos perdemos neles.

Informações teóricas. São aquelas que lidam com os fatos para lhes dar algum significado. Abordam questões de sobrevivência, de classificação de diferentes fenômenos. São importantes para nos ajudar a sobreviver no mundo e a compreender as coisas. Elas estão dentro de uma filosofia mais generalizada. Dão formas as estruturas ao nosso redor, apesar de nem sempre percebermos isso. São análogas aos softwares, aos aplicativos.

As informações teóricas guiam nossas práticas, mudam mais constantemente e estão intrinsecamente ligadas às decisões tomadas durante a nossa vida, afinal, nossas ações sempre são baseadas em alguma teoria. Esse tipo de informação é mais abordado em universidades e nas pós-graduações, apesar de ser pouco analisado durante o dia-a-dia. É como se estivesse gravado no nosso subconsciente.

Informações filosóficas. Aquelas que consolidam teorias para gerar algum significado. Tratam de questões do ser, das simbologias, da nossa relação com o desconhecido, com Deus ou poderes superiores, com a morte, etc. O famoso questionamento “ser ou não ser’ exemplifica muito bem esse perfil.

As informações filosóficas são constituintes, pouco mudam, estão coladas na nossa “placa mãe”, são invisíveis e são da ordem da superestrutura, mexem com movimentos macros. Abordamos pouco na escola, não temos tempo para elas no dia-a-dia, apesar de serem as nossas guias. São consideradas até mesmo verdades absolutas, nossa filosofia de vida, nossa religião, nossa maneira de pensar, quando, efetivamente, foram apenas construções de um coletivo de pessoas.

Ou seja, gastamos muito tempo com fatos, pouco com teoria e quase nada com filosofia.

Uma situação problemática

Quando há uma revolução da informação, como consequência acontece uma explosão informacional. Então, sugere-se inverter o triângulo e gastar mais tempo para compreender as filosofias, que abrangem as teorias e essas nos ajudam a analisar os fatos.

Analisar fato funciona em momentos de estabilidade, quando a lógica está consolidada, mas sempre existem abalos nas rupturas, como a que vivemos com a chegada da Internet. Nestes momentos, a filosofia nos ajuda a entender as diferentes teorias e com isso podemos ordenar melhor os fatos para perder menos tempo com o que é interessante, mas pouco relevante.

Conseguir resolver a crise informacional em curso é poder dedicar mais tempo na reflexão sobre as filosofias macros, pois elas estão em plena evolução. Ou melhor, são as bases das grandes mudanças em curso.

São estas mudanças que vão separar os modismos (fatos/teorias) das grandes alterações nos paradigmas. Será preciso rever as teorias para assim compreender melhor os fatos.

Isso se torna mais evidente e necessário em uma revolução informacional, pois essa descortina a falta de compreensão dos fatos e nos força a rever teorias. Dessa maneira fica evidente que nossas bases filosóficas não são nossa maneira de pensar, mas um arcabouço construído que deve ser reavaliado para rever teorias e, por fim, conseguir analisar melhor os fatos.

Tudo com o propósito de se gastar menos tempo para se ter muito mais.

Fonte: Webinsider

sexta-feira, 11 de março de 2011

O que faz um arquiteto de informação?

O arquiteto de informação deve entender que seu papel é enxergar todo o valor agregado a seus entregáveis, muito além do wireframe.

Hoje em dia é muito comum ouvir aqui e ali que alguém trabalha com arquitetura de informação. Como profissional da área há alguns anos, sempre tento me manter atualizado sobre o que acontece em nosso mundinho. Tenho pensado sobre uma coisa: será que as pessoas sabem o que faz um arquiteto de informação?

No nosso dia-a-dia interagimos com gerentes de projetos, editores, desenvolvedores, designers e outros profissionais (com profissões mais conhecidas que a nossa) e sabemos o papel de cada um. Será que eles sabem o nosso? Será que nós mesmos temos a noção de qual é? Além disso, será que nós sabemos qual deveria ser o nosso papel?

Muito além do wireframe

Normalmente estamos acostumados a sermos envolvidos em etapas específicas dos projetos, com a tarefa de entregar soluções para problemas específicos (um wireframe aqui, outro ali, essas coisas) e sem ter muito a noção do resto.

Sempre pensei que o papel de um arquiteto de informação não é simplesmente montar um wireframe ou decidir entre um menu horizontal ou vertical. O papel do arquiteto de informação não é ser piloto de Axure. Claro, ter essas habilidades técnicas é essencial e o domínio de ferramentas vem com o tempo.

O principal é entender que o arquiteto de informação deve enxergar os impactos que as decisões tomadas em um simples wireframe terão sobre o sucesso de um determinado projeto. É preciso ter uma visão estratégica, que seja abrangente.

Do começo ao fim

Como quase todos os AIs são profissionais vindos de outras áreas, geralmente temos habilidades que nos permitem enxergar além dos quadradinhos que desenhamos. E é isso que precisamos mostrar para nossos parceiros de projetos: nossa capacidade de contribuir com o todo, desde o planejamento até as etapas mais decisivas de um projeto.

Cada pedaço do wireframe será importante para garantir que a estratégia de um produto tenha sucesso. O arquiteto de informação precisa entender que seu papel é enxergar todo o valor agregado a seus entregáveis. É conhecer e lembrar a estratégia de um produto, do começo ao fim, na hora de tomar decisões.

Que sabemos desenhar wireframes, ninguém duvida. Mas o que podemos oferecer além disso?

Fonte: Webinsider

quarta-feira, 9 de março de 2011

Guia de carreiras: biblioteconomia

Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.

'Dificilmente um recém-formado fica desempregado', diz William Okubo.

Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais. Conheça um pouco mais sobre a profissão no Guia de Carreiras desta terça-feira (8).

“Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.

Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”

O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.

Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”

Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.

Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Fonte: G1

sábado, 5 de março de 2011

Relacionamento interpessoal: a prática na prática

Boa parte do sucesso na vida pessoal e profissional está na forma como nos relacionamos e nos envolvemos com outras pessoas. E agora com internet.

Somos uma contradição ambulante; onde afinal queremos permanecer? De longe somos perfeitos, mas habilmente capazes de evoluir em nossa vida profissional e pessoal. Entenda onde você quer chegar e agarre esta nova oportunidade.

Certamente você já disse: – Não ligo para o que as pessoas pensam de mim. Mas seguramente lhe respondo: – Você deveria começar a prestar atenção ao que elas têm a dizer.

Estamos em um momento de constantes mudanças interpessoais e estar preparado para enfrentá-las de forma plena e segura é o que faz toda a diferença. Digo isso porque estamos vivendo numa era inigualável de oportunidades e descobertas pessoais.

Todos sabem que a internet representa uma das maiores mudanças culturais desde a invenção da imprensa, mas acredito que a sociedade está aos poucos reconhecendo que ela é a maior mudança de todos os tempos com relação à forma como nos relacionamos e nos envolvemos com outras pessoas.

Uma coisa é certa e inquestionável: a oportunidade vai onde as pessoas certas se colocam – e se encontram.

Não se preocupe em responder a todos os critérios de avaliação: habilidades são baratas, mas o interesse não tem preço.

A eficácia de um bom relacionamento está no equilíbrio; é necessário aprendermos a ouvir para nos envolvermos com qualidade. Ouvir implica paciência, mente aberta e vontade de compreender – qualidades supremas do carácter.

Todo bom relacionamento requer uma boa dose de sinergia. Quando você se comunica sinergicamente, está abrindo sua mente para um caminho novo de descobertas relevantes, de expressão e novas alternativas de diálogo; o que vem a ser o início de uma nova e positiva frente interpessoal.

Compreenda que você não vive amarrado a seus conceitos. Nossas percepções e ações podem ser muito diferentes visto por outros olhos, por isso nunca é tarde para começar uma nova postura com seu trabalho e com sua vida pessoal. Ambas são a soma uma da outra, cabe a nós nos distinguirmos entre tantos.

Fonte: Webinsider