segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Criança que lê mais escreve melhor
Pesquisa do The Nacional Literacy Trust (fundo nacional de alfabetização do Reino Unido), com 3 mil crianças, mostra a correlação entre o uso das mídias sociais e seu conhecimento da leitura e escrita. As mídias sociais, ao que tudo indica, ajudam as crianças a se tornarem mais literatas. As crianças inglesas que escrevem mais posts em blogs, mensagens instantâneas e outros textos também são as melhores em leitura e escrita. Outro estudo da Eurostat, que cuida das estatísticas para a União Europeia, mostra que há uma forte correlação entre educação e atividade on-line, indica Galeno Amorim.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Leitores de livros eletrônicos viram febre
Lançamentos vão de primos pobres do Kindle a modelos que inovam ao integrar conteúdo multimídia
Se leitor de livro eletrônico é sinônimo de Kindle para você, prepare-se para conhecer uma enxurrada de novas opções ao longo deste ano. A maioria não passa de um primo pobre do Kindle, mas alguns inovam ao permitir a visualização de conteúdo multimídia. Um dos destaques entre os e-readers foi o Que, da Plastic Logic. O aparelho tem uma enorme tela sensível ao toque de 11 polegadas, que permite visualizar com conforto documentos em PDF, arquivos do Microsoft Word, apresentações do PowerPoint e planilhas em Excel, além de jornais e revistas. O Que deve chegar ao mercado norte-americano em abril por US$ 649 (com 4 Gbytes de memória e Wi-Fi) e US$ 799 (8 Gbytes, Wi-Fi e 3G). Um concorrente direto do Que é o Skiff, que conta com uma tela de 11,5 polegadas e foi feito, principalmente, para permitir a leitura de jornais e revistas, além de e-books e documentos. O aparelho tem tela sensível ao toque e sua bateria dura uma semana, segundo a sua fabricante, a Hearst.
Folha de São Paulo - 13/01/2010 - Daniela Arrais
Se leitor de livro eletrônico é sinônimo de Kindle para você, prepare-se para conhecer uma enxurrada de novas opções ao longo deste ano. A maioria não passa de um primo pobre do Kindle, mas alguns inovam ao permitir a visualização de conteúdo multimídia. Um dos destaques entre os e-readers foi o Que, da Plastic Logic. O aparelho tem uma enorme tela sensível ao toque de 11 polegadas, que permite visualizar com conforto documentos em PDF, arquivos do Microsoft Word, apresentações do PowerPoint e planilhas em Excel, além de jornais e revistas. O Que deve chegar ao mercado norte-americano em abril por US$ 649 (com 4 Gbytes de memória e Wi-Fi) e US$ 799 (8 Gbytes, Wi-Fi e 3G). Um concorrente direto do Que é o Skiff, que conta com uma tela de 11,5 polegadas e foi feito, principalmente, para permitir a leitura de jornais e revistas, além de e-books e documentos. O aparelho tem tela sensível ao toque e sua bateria dura uma semana, segundo a sua fabricante, a Hearst.
Folha de São Paulo - 13/01/2010 - Daniela Arrais
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Robôs substituirão bibliotecários britânicos

Livro antigo da Biblioteca Nacional do Reino Unido: livros serão armazenados em contêineres, que serão empilhados seguindo um algoritmo que calcula a demanda por certos títulos.
LONDRES - A Biblioteca Nacional do Reino Unido vai remanejar parte de seu acervo em um novo prédio, onde a responsabilidade pelo armazenamento e coleta de sete milhões de itens passará de um bibliotecário a uma grua robotizada.
O centro climatizado de 30 milhões de libras na cidade de Boston Spa, no norte da Inglaterra, vai abrigar o equivalente a 262 quilômetros de estantes, em um tipo de armazenamento de alta-densidade que normalmente é usado mais por varejistas do que por livrarias.
O diretor de finanças e serviços corporativos da biblioteca, Steve Morris, afirmou que os livros serão armazenados em contêineres, que serão empilhados seguindo um algoritmo que calcula a demanda por certos títulos.
"As gruas, na verdade, são a única parte da organização agora que saberão onde está o material", disse Morris.
"Ao longo do tempo, com o material sendo acessado, o sistema irá lembrar quais livros são mais pesquisados e irá guardar esses livros na frente no prédio, para que sejam acessados mais facilmente",
A nova tecnologia significa que apenas oito pessoas serão necessárias para acessar o acervo que será mantido no centro.
"Antigamente, andávamos pelos andares e buscávamos os livros nós mesmos, mas com isso, quando estiver tudo lá, tudo o que precisamos fazer é apertar um botão e ele vem até nós", disse a bibliotecária Alison Stephenson.
Stephenson e seus colegas estão checando os livros que chegam de Londres antes de serem colocados nos contêineres e levados para dentro do prédio pelos robôs.
"Se você colocar um livro na caixa errada nesse prédio, então, com efeito, você nunca mais irá encontrá-lo", disse Morris.
A construção do centro deve ser concluída até meados de 2011, complementando sua sede no bairro de St. Pacras, em Londres, onde os livros estarão disponíveis 48 horas após serem solicitados de Boston Spa.
http://info.abril.com.br/noticias/ti/robos-substituirao-bibliotecarios-britanicos-25112009-6.shl
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Gibiteca Henfil

Paraíso dos fanáticos por quadrinhos, a Gibiteca Henfil possui 75 mil gibis, álbuns, revistas e fanzines, todos divididos por faixa etária. Alguns exemplares do acervo podem ser levados para casa, mediante matrícula. Além de leituras, é possível encontrar pessoas que adoram histórias em quadrinhos e, assim, aproveitar para fazer amigos.
O local mantém uma programação fixa. Todo dia 25, por exemplo, das 14h às 17h, acontece a reunião do clube de leitores de ficção científica, evento que reúne interessados no tema. Há também um espaço exclusivo para os que adoram o RPG, jogo em que os participantes incorporam os personagens. O estilo dos quadrinhos da gibiteca varia dos super-heróis politicamente incorretos da Marvel até os gibis mais tradicionais, como Turma da Mônica.
Paraíso dos fanáticos por quadrinhos, a Gibiteca Henfil possui 75 mil gibis, álbuns, revistas e fanzines, todos divididos por faixa etária. Alguns exemplares do acervo podem ser levados para casa, mediante matrícula. Além de leituras, é possível encontrar pessoas que adoram histórias em quadrinhos e, assim, aproveitar para fazer amigos.
Site: www.centrocultural.sp.gov.br
domingo, 3 de janeiro de 2010
Como o computador e a web estão alterando a nossa mente
A internet muda nosso cérebro. Eis a conclusão do livro (inédito no Brasil) do neurocientista americano Gary Small, diretor do Centro de Pesquisa em Memória e Envelhecimento da Universidade da Califórnia. Small percebeu que pessoas com pouca experiência na web, quando online, mostravam atividade na linguagem, memória e centros visuais do cérebro, o que é típico de quem está lendo. Já usuários experientes tinham mais atividade nas áreas de tomada de decisão. Após cinco dias seguidos de navegação, a atividade cerebral dos novatos ficou mais parecida à dos veteranos. O cérebro adaptou-se rapidamente ao uso da rede.
Agora, há uma boa e uma má notícia aí: a boa é que, se você for mais velho, navegar pode ajudar a mantê-lo afiado; a má é que os mais experientes têm a capacidade neural muito consumida e sobra pouco para outras habilidades. Isso pode ser um indício do porque é difícil ler quando estamos online. É como ler um livro e fazer palavra-cruzada ao mesmo tempo. Leia entrevista de Small ao Link:
Como surgiu a ideia de iBrain?
Passei minha carreira desenvolvendo tecnologias para estudar o cérebro à medida que envelhece. Fiquei impressionado como as novas tecnologias, em especial, a internet, têm um efeito profundo em nossas vidas. Gostaria de saber qual o efeito delas no cérebro.
Por que o cérebro nunca foi afetado de forma tão rápida e drástica?
Acho que por causa da aceleração no ritmo das inovações e da quantidade de tempo que gastamos com estas novas tecnologias.
Como a internet melhora a inteligência das pessoas?
Ela de certa forma cria uma extensão da memória biológica – temos um ‘HD externo’ com imensa quantidade de informações acessível a qualquer momento. Sacrificamos a profundidade pela amplitude.
Qual é o lado positivo e negativo da internet para as crianças?
Os positivos são a possibilidade de se relacionar e colaborar em rede e o acesso instantâneo à informação. Os negativos incluem a o comprometimento da atenção e da dependência da tecnologia.
Como será o cérebro no futuro?
Prevejo que vamos ter implantes de micro-chip no cérebro que nos ligarão a internet e a discos rígidos externos. Não vamos mais usar mouse e teclado. Vamos pensar em algo e instantaneamente isso vai acontecer.
Agora, há uma boa e uma má notícia aí: a boa é que, se você for mais velho, navegar pode ajudar a mantê-lo afiado; a má é que os mais experientes têm a capacidade neural muito consumida e sobra pouco para outras habilidades. Isso pode ser um indício do porque é difícil ler quando estamos online. É como ler um livro e fazer palavra-cruzada ao mesmo tempo. Leia entrevista de Small ao Link:
Como surgiu a ideia de iBrain?
Passei minha carreira desenvolvendo tecnologias para estudar o cérebro à medida que envelhece. Fiquei impressionado como as novas tecnologias, em especial, a internet, têm um efeito profundo em nossas vidas. Gostaria de saber qual o efeito delas no cérebro.
Por que o cérebro nunca foi afetado de forma tão rápida e drástica?
Acho que por causa da aceleração no ritmo das inovações e da quantidade de tempo que gastamos com estas novas tecnologias.
Como a internet melhora a inteligência das pessoas?
Ela de certa forma cria uma extensão da memória biológica – temos um ‘HD externo’ com imensa quantidade de informações acessível a qualquer momento. Sacrificamos a profundidade pela amplitude.
Qual é o lado positivo e negativo da internet para as crianças?
Os positivos são a possibilidade de se relacionar e colaborar em rede e o acesso instantâneo à informação. Os negativos incluem a o comprometimento da atenção e da dependência da tecnologia.
Como será o cérebro no futuro?
Prevejo que vamos ter implantes de micro-chip no cérebro que nos ligarão a internet e a discos rígidos externos. Não vamos mais usar mouse e teclado. Vamos pensar em algo e instantaneamente isso vai acontecer.
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